quarta-feira, 15 de junho de 2011

Beijos Que Matam

Título original: (Kiss the Girls)
Lançamento: 1997 (EUA)
Direção: Gary Fleder
Atores: Morgan Freeman, Ashley Judd, Cary Elwes, Alex McArthur.
Duração: 114 min
Gênero: Ficção

Sinopse:
Um psicólogo forense (Morgan Freeman) de Washington viaja até a Carolina do Norte para investigar o aparente sequestro de sua sobrinha, que desapareceu do campus universitário em meio a outros sequestros similares. Ele está praticamente certo que as jovens vítimas dos recentes seqüestros estão vivas, pois quem está executando estes raptos é um "colecionador". No entanto, ele não sabe se sua sobrinha está entre as possíveis vítimas, mas consegue ser ajudado por uma médica (Ashley Judd) que estava no cativeiro, conseguiu escapar e garante que várias jovens estão vivas, inclusive quem ele procura. O investigador decide então caçar o seqüestrador, que usa o pseudônimo de "Casanova".

É o tipo de filme que todo estudante de direito deve assistir, pois enfoca o mistério de um assassino inteligente, frio e super calculista. Ele consegue envolver suas vítimas de tal forma que  faz com que elas acreditem que o amam.

O melhor desse filme é a presença forte e marcante de Morgan Freeman e a beleza de Ashley Judd. Não é um filme chato, tem sequência e é muito bem dirigido. Faço só uma ressalva:  "Na Teia da Aranha", do mesmo personagem Alex Cros,  tem uma história mais original e com várias reviravoltas, porém, sem dúvidas, esta foi,  uma das melhores atuações de Morgan Freeman no cinema, apesar do roteiro já ter sido emplacado em outros do gênero como Seven, Silêncio dos Inocentes (que é impossível de ser superado).

Sendo um bom suspense para quem gosta do gênero e tendo um Morgan Freeman que cria detetives esplêndidos, torna-se um filme especialmente agradável de assistir. A química entre esse ator fantástico e Ashley é enorme. E não é à toa que não é a primeira vez que trabalham juntos. 

Gostei da fotografia! Tem um bom roteiro e a direção firme de Fleder que não se perde nas sequências, nos deixa super angustiados para saber o seu final, que é realmente muito bom e surpreendente! Digno de um legítimo suspense, aconselho você assistir acompanhado para juntos tecerem comentários sobre o verdadeiro caráter desse assassino. Se bem que duvido muito que ele realmente o tenha. Muito bom!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cidadão Kane


 Sinopse:
Baseado na vida do magnata das comunicações William Randolph Hearst, conhecemos a história de Charles Foster Kane, o homem que construiu um império a partir do nada, mas que vivia uma vida pessoal extremamente ruim. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro, é considerado um dos filmes mais importantes da história.

 Citizen Kane, 1941

O  que  surpreende ao assistirmos o filme é a temática tão atual. Cidadão Kane não envelheceu. O roteiro traz uma complexidade do personagem central absolutamente atual. Existe uma liberdade de narrativa onde ele permite juntar num mesmo pacote vários tons e linguagens para contar uma mesma história.  Pula do drama psicológico para o documentário com uma liberdade ainda rara hoje em dia. Na   fotografia Welles inventou técnicas, lentes e enquadramentos.  A montagem é meio que, digamos assim quebrada, musical, muda de ritmo o tempo todo.  Até o tema não poderia ser mais atual,  Kane poderia ser um empresário do petróleo, a fonte de energia do futuro  na época, mas não, é um empresário da informação, como se Welles soubesse nos anos 40 (e lá se vão 70 anos) que o petróleo estava com os dias contados.   Por todos estes aspectos o filme  pode ser chamado tranquilamente  de impactante e visionário.

Obra-prima do cinema mundial "Cidadão Kane" é um mito, assim como o magnata do jornalismo focalizado nesse filme também o é. O filme mostra a construção do império jornalístico de tal personagem desde sua infância humilde até sua morte. Mostra várias questões tais como a ascensão social, a queda e obscuridade de um homem após sua fama e reconhecimento social, decadência e questões ligadas a formação e manipulação da opinião pública, etc.

Confesso que gostaria de ter vivido naquela época para poder sentir o efeito devastador na vidas dos espectadores, que com certeza vibram com esse filme tão revolucionário e marcante.

Simplesmente maravilhoso!!!

domingo, 12 de junho de 2011

A Origem



Título original: Inception
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Christopher Nolan
Atores:  Leonardo DiCaprio, Marion Cotllard, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page.
Duração: 148 min
Gênero: Ficção Científica

Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

Filme do ano (2010) "A Origem" é um sonho de filme. Começo falando da direção maravilhosa e dos atores. Atuações impecáveis! O roteiro é um dos melhores que já vi. Gostei muito da ideia de se fazer um filme criativo, sem apelações...

Sendo um filme muito comentado fiquei na expectativa. Nolan foi brilhante. Esse filme daqui a alguns anos será lembrado como um dos melhores da década e, talvez até do século XXI por sua engenhosidade e seu roteiro. Por que será que a academia não deu o Oscar de melhor filme "A Origem" e melhor direção à Nolan?  Será que é porque às vezes o roteiro é um pouco complicado? Mas tem lógica e raciocínio nesse filme! Principalmente ao deixar dúvidas no final. 

Particularmente eu tinha uma sisma com  DiCaprio, mas depois desse filme verifiquei o grande ator que ele é. Já Christopher Nolan vai contra a maré do 3D e prova que pode sim fazer um ótimo filme visualmente, mas sem jamais deixar o argumento de lado. Esse filme nos dá a impressão que nos últimos anos Nolan foi nos 'preparando' para este longa. Com 'Amnésia' mostrou o paradoxo da memória e uma trama não linear, com 'Insônia' mostrou a importância do sono e a demência a que se pode chegar com a falta dele, com 'Batman Begins' mostrou o medo que nos ronda, com 'O Grande Truque' a grande ilusão em tudo o que vemos e com  'O Cavaleiro das Trevas' o fundo do poço a que o ser humano pode chegar. Christopher Nolan é um dos poucos cineastas que ainda fazem filmes, digamos assim, perspicazes e que não subestimam os nossos neorônios.

Nesse século XXI encontramos uma perfeição hollyoodiana: Ellen Page e Joseph Gordon Levitt estão impecáveis. Não achei que um dia a atuação desses atores me impressionaria tanto! 

Enfim, "A Origem" dá vontade de assistir várias vezes. Reafirmo que o roteiro está perfeito e tem atuações memoráveis! Com um Leonardo DiCaprio mais maduro e  impecável no papel principal. O  resto do elenco não fica atrás. Joseph Gordon-Levitt é outro ator maravilhoso que ilumina a tela a cada aparição. As cenas são de tirar o fôlego. Tudo muito bem feito. Brilhante!!!

Veja no vídeo abaixo atores falando sobre as cenas de ação... 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Gran Torino

Gênero: Drama
Tempo: 117 min.
Lançamento: 20 de Mar, 2009
Lançamento DVD: Jun de 2009
Classificação: 14 anos
Distribuidora: Warner Bros.
Estrelando: Clint Eastwood, Geraldine Hughes, John Carroll Lynch, Cory Hardrict, Dreama Walker, Brian Haley.
Dirigido por: Clint Eastwood
Produzido por: Clint Eastwood, Bill Gerber, Robert Lorenz

Sinopse: O funcionário aposentado da indústria automotiva Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um veterano da Guerra da Coréia. Ele preenche seus dias fazendo consertos em casa, tomando cerveja e com visitas mensais ao barbeiro. Inflexível e com determinação inabalável, vive num mundo em transformação e se vê forçado pelos vizinhos imigrantes - que acabam de se mudar, vindos do Laos - a confrontar seus próprios preconceitos.

Pude perceber neste filme uma vontade tremenda de fazer o espectador se confrontar com aquilo de pior que mora dentro dele: o preconceito.

Extremamente cruel o personagem principal começa demonstrando sua personalidade após a perda da sua esposa. Odiando, aparentemente, os imigrantes que vivem ao seu redor no bairro em que mora e sendo alvo constante de seus filhos para que abandone a casa e vá para o asilo, pois querem tomar posse da mesma Walt passa aos poucos a se preocupar com a vida de seus vizinhos e passa a ser uma espécie de segurança e conselheiro de todos, pois ronda a sua volta a violência e o terror.
Passa a ser amado por todos, mas a medida que isso acontece ele vai observando que tem mais a ver com os vizinhos do que com sua própria família. É nesse enredo que o filme toma retomada no sentido de trazer ao espectador a questão do que realmente importa. A amizade sincera dos amigos ou uma família esfarelada e interesseira?

O Gran Torino é o nome do carro de Walt que, ironicamente, é o tema central do filme. Walt ajuda o rapaz oriental que tentou roubar esse carro ficando amigo dele. Interessante também é o seu relacionamento com o barbeiro, brusco, mas engraçado.

Se tornando uma espécie de justiceiro Walt se humaniza cada vez mais, não imaginando que está mexendo com gente muito perigosa. Suas conversas com o Padre são imperdíveis. Acho que poderia ter havido mais cena dos dois. Impagável os diálogos entre eles.

O final é muito triste, porém, imperdível. Entrando em cena um pouco da hipocrisia humana. Choro dos familiares.

Espetacular como sempre a atuação desse extraordinário ator Clint Eastwood. Montagem perfeita. A direção do filme como não podia deixar de ser é excelente, pois é dirigido por Eastwood, que entende tudo de direção. No mais é só curtir esse maravilhoso filme, cuja mensagem é bem significativa.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

À Prova de Fogo


Informações Técnicas
Título no Brasil: À Prova de Fogo
Título Original: Fireproof
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Alex Kendrick

Elenco
Kirk Cameron ... Caleb Holt
Erin Bethea ... Catherine HoltI

Do mesmo estilo de Desafiando Gigantes... Kirk Cameron (Deixados Para Trás) interpreta Caleb Holt, um heróico capitão bombeiro que preza a dedicação e o serviço ao próximo acima de tudo. Mas a parceria mais importante de sua vida, seu casamento, está prestes a se desfazer em fumaça. Esta história cativante acompanha o desejo de um homem em transformar sua vida e seu casamento através do poder curativo da fé e de seguir adiante pelo lema dos bombeiros: Nunca deixe seu parceiro para trás.

No começo achei que seria mais uma história moralista, cheia de metáforas e cansativa. Mais uma vez me enganei. Com uma direção excelente e roteiro coerente À Prova de Fogo procura nos mostrar que a fé tudo pode. Nos trás uma mensagem positiva onde Caleb consegue vencer aos poucos os seus medos e se identificar mais com Deus que ele tanto questionava e lutar pelo amor de sua mulher que estava aos poucos o abandonando. Com um enredo simples e personagens cativantes vale à pena assistir esse filme que trás uma proposta diferente dos dias atuais: - a luta pela sobrevivência da família. Excelente...

domingo, 5 de junho de 2011

Se Beber, Não Case!



Título original: The Hangover
Lançamento: 2009 - Alemanha, EUA
Direção:  Todd Phillips
Atores:  Bradley Cooper,  Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham.
Duração: 100 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado

Doug Billings (Justin Bartha) está prestes a se casar. Stu Price (Ed Helms), um dentista que planeja pedir a namorada em casamento, Phil Wenneck (Bradley Cooper), um professor colegial entediado com o matrimônio, e Alan Garner (Zach Galifianakis), seu futuro cunhado, são seus melhores amigos. O trio organiza uma festa de despedida de solteiro para Doug, levando-o para Las Vegas. Lá eles alugam uma suíte e têm uma noite de grande badalação. Na manhã seguinte os três acordam sem ter a menor idéia do que aconteceu na noite anterior. Eles sabem apenas que Stu perdeu um dente, há um tigre no banheiro, um bebê no closet e Doug simplesmente desapareceu. Para descobrir o que ocorreu, eles tentam juntar as memórias e reconstituir os eventos do dia anterior.

Super engraçado. Ótimas tiradas, muito boa as atuações de Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis, e os coadjuvantes Ken Jeong e Heather Graham... Com uma comédia adulta, mas ao mesmo tempo inocente e com roteiro excepcional os atores dão aula de que como fazer humor.  Ken Jeong  no papel de Sr. Chow, também, está muito engraçado apesar de rápida passagem pelo filme.

O roteiro não é nenhuma novidade, porém é por esse motivo que o filme surpreende. O ponto alto foi o fato de que ninguém sabia o que havia acontecido até o momento em que eles acordaram..Nem o público sabia, isso foi super interessante. Somente no final é que todos temos a noção das barbaridades que eles cometeram.

O espectador mais atento vai dar boas gargalhadas quando no casamento tocar "Candy Shop". Essa versão ficou muito boa, pois quem não sabe inglês pensa até que é uma música normal, mas a letra dela jamais poderia ser tocada num casamento.

Se Beber, Não Case! é a maior bilheteria da história em comédias para maiores de 18 anos nos EUA. Acredito que esse fato deve-se não tão somente aos maravilhosos atores, mas também a direção competentissima de Todd Phillips, que obedeceu o roteiro sem querer inventar.

A fórmula de sucesso de um filme ninguém jamais saberá. Se todos soubéssemos não haveria Oscar e nem Globo de Ouro, mas quando atores do porte de Bradley Cooper usam o tempo certo para nos fazer rir enviando a deixa para o colega só pode dar nisso: um filme maravilhoso de comédia onde não há estrelas e sim atores mais preocupados em colaborar com o texto e com o próprio colega. Pura técnica em todos os sentidos...

O que percebo, também,  é que nos dias de hoje, é super difícil fazer as pessoas rirem. E é por isso que temos que dar o maior valor a essa comédia, que de tão engraçada serve para diminuir o nosso estresse após, digamos assim, um longo dia de trabalho...             

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sindicato de Ladrões



Sindicato de Ladrões
(On the Waterfront, 1954)

Direção: Elia Kazan
Roteiro: Malcolm Johnson e Budd Schulberg
Gênero: Drama/Policial
Origem: Estados Unidos
Duração: 108 minutos
Tipo: Longa-metragem
Gênero: Drama
Origem/Ano: EUA/1954
Direção: Elia Kazan


 Elenco:
   Marlon Brando...
Karl Malden...
Lee J. Cobb...
Rod Steiger...
Pat Henning...
Leif Erickson...
James Westerfield...
Tony Galento...
Tami Mauriello...
John Hamilton...
John Heldabrand...
Rudy Bond...
Don Blackman...
Arthur Keegan...
Abe Simon...

Prêmios: Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator (Marlon Brando), Atriz Coadjuvante (Eva Marie Saint), Roteiro, Fotografia, Direção de Arte e Montagem. Indicações para Melhor Ator Coadjuvante (Lee J. Cobb, Karl Malden e Rod Steiger) e Trilha Sonora.

Sinopse: Terry Malloy (Marlon Brando) é um ex-boxeador que costumava ser grande, mas que se tornou pequeno ao entrar para a gangue exploradora de Johnny Friendly (Lee J. Cobb). Quando uma trabalhador inocente morre, Terry sente-se culpado e começa a tentar consertar suas ações passadas lutando diretamente contra o sindicato, sofrendo também as conseqüências. Durante a luta, acaba por se apaixonar pela irmã do falecido, a jovem e inocente Edie Doyle (Eva Marie Saint). Vencedor de 8 Oscar, incluindo Melhor Filme, Diretor e Ator (Marlon Brando).

"Sindicato de Ladrões" é um verdadeiro clássico dos anos 50. Violento, mas tem enredo e é fantástico, emociona o espectador. A direção de Kazan faz uma dura crítica à corrupção que reinava, na época, na área portuária, mostrando com sua câmera os privilégios dos que apoiavam os negócios ilícitos da cúpula do sindicato, bem como, a forma violenta com que eram tratados os que se opunham ao sistema reinante.

Marlon Brando, no papel do ex-boxeador, dá uma verdadeira aula de interpretação, o que lhe valeu o Oscar de Melhor Ator. Eva Marie Saint, uma das musas de Hitchcock, aparece muito bem como uma garota simples mas determinada, sendo agraciada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Lee J. Cobb, Karl Malden e Rod Steiger, com destaque para o primeiro, que rouba muitas das cenas em que aparece, estão também ótimos em seus papéis.

O filme conta, ainda, com um ótimo roteiro, uma bela fotografia e uma excelente trilha sonora. Enfim, do roteiro a fotografia tudo é maravilhoso. Esse é o tipo de filme que fala por si só. ESPETACULAR..........